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Sintonia

Posted in Não Especificado

De uns tempos para cá tenho tentado entender a amizade.

Ou melhor, tenho tentado entender qual sempre foi o meu conceito de amizade.

Amizades repletas de cumplicidade, experiências, longa quilometragem, que julguei que jamais se perderia simplesmente desapereceram, sem aviso.

Na real posso nominar os amigos que realmente tive na vida, segundo aquele meu velho conceito de amizade.

Nesse conceito, de bate-pronto, respondo que uma mão é mais que suficiente para enumerar esses amigos.

Hoje, nessa mão, tem apenas um dedo levantado dentro daquele velho conceito.

Dia desses passei por um problema pesado, mais pesado do que pensei que pudesse suportar.

Olhei prá cacete para essa mão e ela simplesmente se fechou.

Na verdade sempre tive amigos pelo meu prazer de ouvir, mas minha fobia absoluta em querer me preservar raríssimas vezes me deixou falar o que realmente eu precisava.

Apenas com um dos dedos dessa mão eu acabei indo mais longe. O texto dos 18 anos corridos foi prá ele, no caso, ela.

Hoje eu não tenho mais um conceito claro sobre a amizade, aliás, a idade tem servido muito mais para me confundir do que para desanuviar. Como eu gostava das certezas dogmáticas da pouca idade... Era tão confortável.

Lembro como uma fotografia da cena do Pierre falando algo sobre "sintonia" e isso demoliu de vez meu conceito sobre amizade da primeira vez que estive e conheci o "universo cemitério".

Hoje prezo como amigos queridos pessoas que pouco conheço, quase nunca vejo, mas que escrevem coisas que falam profundamente ao meu coração e abalam minha alma.

Mario Bortolotto, Pierre Masato e Douglas Kim (o sumido Mestre Kim, que espero que esteja legal). 

Esse caras ainda me oportunizaram conhecer pessoas do melhor naipe e que me dão um tranco com seus textos, Marcelo Montenegro, Sérgio Mello, Jorge Cardoso, Reinaldo Moraes, a incrível Clarah Averbuck (tô apaixonado pelos textos dela).

Uma dessas pessoas do "universo Cemitério" se foi no início do ano e eu me vi demolido, arrasado e envergonhado perante todos por estar sofrendo tanto por uma pessoa que, sinceramente, nem sei se ligaria meu nome à minha pessoa.

Kim me mandou um email fundamental (como são seus textos, sempre) e me fez uma vez mais entender a "sintonia".

Sei lá, descobri um novo conceito de amizade que tenho intitulado de "sintonia" na melhor definição Pierriana e isso tem me bastado sobremaneira

E para arrematar, estou escrevendo sobre mim em um blog.

Não estou mais preocupado em entender alguma coisa.

Sinceramente, não estou.

 

10:36 - 15/8/2007 - comments {12} - post comment


Plebe

Posted in Não Especificado
Eu não tenho dúvida alguma de que, das bandas de Brasília que despontaram na época do BRock, a banda mais Brasiliense, quer no estilo de tocar, quer na temática, quer na postura, foi a Plebe.
Todo mundo falava de Brasília, fazia odes a Brasília, esculachava com Brasília, mas a única que realmente falava como brasiliense era a Plebe.
Todos conheciam Brasília (...Brasília é uma ilha falo do que sei...dizia o Paralamas, ...de toda a plataforma, você não vê a torre...gemia o Capital, ...meu deus mas que cidade linda...encerrava a Legião), mas só a Plebe realmente transmitia Brasília, era como se falasse com seu próprio umbigo.
Quem era de Brasília na década de 70 e 80 sabe exatamente dos que os caras estão falando. É melhor que qualquer foto ou filme.
BRASÍLIA - PLEBE RUDE
Capital      da     esperança
 (Brasília tem luz, Brasília tem carros)
Asas e eixos do Brasil
     (Brasília tem mortes, tem até baratas)
Longe do mar,           da poluição
(Brasília tem prédios, Brasília tem máquinas)
mas um fim que ninguém previu
            (Árvores nos eixos a polícia montada)
 (Brasília), Brasília
 
Brasília tem centros comerciais
Muitos porteiros e pessoas normais
(Muitos porteiros e pessoas normais)
As luzes iluminam os carros só passam
A morte traz vida e as baratas se arrastam
   (Utopia                  na mente de alguns...)
Os prédios se habitam as máquinas param
As árvores enfeitam e a polícia controla
   (Utopia                     na mente de alguns...)
Oh.. O concreto já rachou!
Brasília....
 
Brasília tem luz, Brasília tem carros
(Carros pretos nos    colégios)
Brasília tem mortes, tem até baratas
(em tráfego linear)
Brasília tem prédios, Brasília tem máquinas
(Servidores                Públicos ali)
Árvores nos eixos a polícia montada
(polindo chapas oficiais)
Brasília, (Brasília)
 
Brasília tem centros comerciais
Muitos porteiros e pessoas normais
(Muitos porteiros e pessoas normais)
As luzes iluminam os carros só passam
A morte traz vida e as baratas se arrastam
   (Utopia                  na mente de alguns...)
Os prédios se habitam as máquinas param
As árvores enfeitam e a polícia controla
    (Utopia                     na mente de alguns...)
Oh... O concreto já rachou! rachou! rachou! rachou!
Rachou!   O concreto já rachou!
Brasília....
 
Brasília.... Brasilia!
As luzes iluminam os carros só passam
A morte traz vida e as baratas se arrastam
   (Utopia                  na mente de alguns...)
Os prédios se habitam as máquinas param
As árvores enfeitam e a polícia controla
    (Utopia                     na mente de alguns...)
 
Os comércios só vendem
e os porteiros só olham
E essas pessoas elas não fazem nada
mas essas pessoas elas não fazem nada
Nada! (Brasília...) Nada! (Brasília...)
Nada! (Brasília...) Nada! (Brasília...)

04:05 - 13/8/2007 - comments {5} - post comment


Semaninha

Posted in Não Especificado

Essa semana foi de ferrar o barraco.

Pior de tudo é que consegui ser produtivo sem saco algum para trabalhar.

Tô ouvindo um clássico que já se tornou prá lá de popular, mas, se a gente tenta ouvir com um ouvido mais crítico, vê como o bicho é pauleira.

O CD é o Time Out do The Dave Brubeck Quartet.

Isso só reforça meu sentimento de que sofisticação extrema é fazer o simples.

Cacete, como o que é simples é sofisticado.

Como o que é simples é foda de difícil.

Tá bom, você sempre soube disso.

Eu não.

Foda.

03:51 - 10/8/2007 - comments {3} - post comment


18 anos corridos

Posted in Não Especificado

Já faz muito tempo que navego entre a tristeza e a arrogância de não precisar.

Já faz muito tempo que penso que me convenci que você não faz falta.

Já faz muito tempo que me convenço que é assim mesmo.

Já faz muito tempo que notei que já fiz isso com quem não merecia.

Já faz muito tempo que resolvi que não ia sofrer.

Já faz muito tempo que não devia pensar mais em você, de jeito algum.

Já faz muito tempo que você falou comigo pela última vez.

Já faz muito tempo que entendi que uma amizade não resiste a uma nova vida.

Já faz muito tempo que descobri que antônimo de amor não é ódio, mas indiferença.

Faz apenas 24 horas que vi que tudo acabou.

11:52 - 6/8/2007 - comments {0} - post comment


A Vida é uma Luta

Posted in Não Especificado

Meu pai é uma figura. Sempre foi e será.

O tempo mudou ele prá cacete em algumas coisas, em outras só fez agravar.

Ninguém é só virtude, ninguém é só defeito.

Somos excelentes amigos.

Devo a ele meu gosto irrestrito por esporte e, especialmente, luta.

Como disse, ele era um figura desde cedo.

Com seis anos de idade eu ficava no canto de um ringue ao lado dele assistindo de pertinho os antigos Vale-Tudo que voltaram à moda quase 20 anos depois com a incursão da família Gracie nos EE.UU e o lançamento do UFC. Na época era como os primeiros UFC, valia tudo mesmo, não tinha luva nem nada. Pau comendo geral. Não valia bater nos genitais, olhos e morder.

Como ele treinava luta-livre ele conhecia todos os técnicos e tinha as manhas de ficar no corner.

Minha mãe ficava puta da cara com meu pai por me levar para esses eventos e para assistir os treinos dele.

Quebramos, para desespero da minha mãe, muito estrado de cama brincando de luta-livre.

Pior que meu pai era um sacana, eu tinha 6 anos e ele nunca deixava eu ganhar. Eu ficava puto!

Recentemente li a melhor coletânea de textos do velho Bruce Lee que tem me levado a pensar em várias situações da vida já que não luto mais.

Gosto muito do cara, da história do cara, da lenda. Tenho todos os filmes dele e consigo achar bacana todos os filmes, por mais toscos que possam parecer.

Desse livro, se você escolher textos picados fica parecendo que é livro de auto-ajuda, mas no contexto é duca.

"O maior erro é antecipar o resultado da luta. Você não deve pensar se ela termina em vitória ou derrota. Deixe a natureza seguir seu curso, e suas armas serão usadas no momento certo". (O Tao do Jeet Kune Do, 4a. ed., Conrad Livros, p. 26)

04:37 - 3/8/2007 - comments {0} - post comment


Sempre uma Banda

Posted in Não Especificado

Sou da geração em que Brasília literalmente não tinha PN.

Cerrado, cerrado e cerrado.

Pior, na época em que o clima era relativamente previsível, eram 6 meses de água e 6 meses de seca.

Dizia um primo meu que vinha do nordeste em julho: Isso é o Sertão, sem tirar e nem por.

Gente do mundo todo - por conta das embaixadas -, de todo o Brasil e nada para fazer.

Soma-se a isso, ainda, a gente ter política dia e noite na nossa orelha. Querendo ou não.

Enquanto no RJ e SP neguinho fala: Olha o fulano da Globo, olha a fulana do teatro; aqui a gente falava: Olha o senador tal, olha o deputado tal, o ministro tal e daí vai.

E tinha milico prá cacete, tinha baculejo o tempo todo e essas coisas, mas era uma cidade bem tranqüila.

Sei lá, nessa zoeira, pintou banda prá todo o lado e deu no que deu.

Bom, prá que tudo isso? Prá nada, é que estou uma vez mais tocando em uma banda.

É bom e é ruim. É bom estar lá, mandar ver numa jam, mas é um saco na hora de definir repertório, por mais que haja alguma afinidade musical entre a rapaziada.

Mas, ao fim e ao cabo, estamos de volta, sem aquela pretensão adolescente...

Você me prometeu apartamento em Ipanema
Iate em Botafogo, se eu entrar assim no esquema
contrato milionário, grana, fama e mulheres
a música não importa, o importante é a renda!
Ambição - grana, fama e você
Ambição - grana, fama e você
Tenho fazer sucesso antes que isto seja tarde
Eles acham que eu vendo, eu tenho uma boa imagem
o meu produtor, ele gosta de mim
grana vale mais que a minha dignidade
Estar no Chacrinha ou na televisão
tudo isso ajuda pra minha divulgação
isso quer dizer mais grana pra produção - e pra mim!
Você me comprou, pôs meu talento a venda
você me ensinou que o importante é a renda
contrato milionário, grana, fama e mulheres
a música não importa, o importante é a renda!
Ambição - grana, fama e você
Ambição - grana, fama e você
Ele trocam as minhas letras, mudam a harmonia
no compacto ta escrito que a música é minha
ja sei o que fazer pra ganhar muita grana
vou mudar meu nome para Herbert Vianna
Estar no Chacrinha ou na televisão
tudo isso ajuda pra minha divulgação
isso quer dizer mais grana pra produção - e pra mim!
Chega...
Grana, fama e você!
Um lá menor aqui, um coralzinho de fundo (fundo!)
minha letra é muito forte? Se quiser eu a mudo
e tem que ter refrão (sim!) um refrão repetido
(repetido!)
pra música vender, tem que ser acessivel!
Ambição - grana, fama e você
Ambição - grana, fama e você
Não sei o que fazer, grana tá difícil
tenho que me formar e ir em busca de um ofício
Você é um músico, não é revolucionário!
Faça o que eu te digo que te faço milionário!
Estar no Chacrinha ou na televisão (a minha renda)
tudo isso ajuda pra minha divulgação (a minha renda)
isso quer dizer mais grana pra produção - e pra mim!
A minha renda!
(Plebe Rude - Minha Renda)

02:51 - 2/8/2007 - comments {0} - post comment


Velas em top

Posted in Não Especificado

Conversava com uma amiga sobre isso.

Não há mágica, não há pirlimpimpim que faça que tudo seja inédito e avassalador.

Nada na vida é assim, o primeiro "tapa" não é igual ao segundo e nunca será, a primeira namorada, a primeira grande paixão, o primeiro porre, a primeira leitura...enfim, para o bem ou para o mal, nada reassume o valor do ineditismo.

Mesmo que você arrume uma nova pessoa, se apaixone perdidamente, logo não será mais novidade.

Um ano, dois anos...e tudo virou passado.

Li um texto interessante dia desses que o maior "perigo" nos tempos atuais é o hedonismo. "EU" quero ser feliz, "EU" tenho de ter todas as sensações que a vida pode me dar, o importante é que EU seja feliz.

O lance é que no casamento o único meio de você ser feliz é fazendo o outro feliz, sua família feliz e nisso estar o seu prazer. Mesmo quando o outro parece nunca estar feliz, mas aí é outra história e não vem ao caso.

Parece filosofia de CONTIGO ou BIANCA, né? Mas acredito que é por aí mesmo.

Nem de longe consigo praticar isso como deveria, até tento e, confesso, tem horas que já desisti de tentar. Pô, sou humano prá cacete, também quero me sentir realizado, bonitão, fodão. Quem não quer? Mesmo que saiba que não é.

Mas a que te leva isso?

Sabe, acho que os filhos nessa hora não atrapalham como muita gente pensa, acho que eles realmente ajudam a você manter o centro.

Se não fosse a molecada eu já tinha ligado a tecla do "foda-se" para muita coisa na minha vida.

Veja, não estou advogando a tese de que filho segura casamente, não é isso, muito pelo contrário, pode ferrar tudo.

Estou dizendo que filho faz você segurar sua cabeça e apenas isso. Pelo menos comigo funciona assim.

Graças a Deus eles estão por aí ajudando a manter a coisa no prumo quando você tem a certeza que não dá prá abandonar o timão (peloamordedeus, sem referências ao time).

No mais, içar a bujarrona e avante da burante da bochecha de boreste como repetia um amigo meu que não sabia velejar, mas aprendeu essa porra e não parava de falar isso dentro do barco.

 

10:07 - 31/7/2007 - comments {2} - post comment


Uma Velha Tentativa

Posted in Não Especificado
TUDO IGUAL
  
Quem vai querer mudar a realidade?
Correr o risco de encontrar a felicidade?
Descobrir que tudo o que fizemos
Até agora foi a busca do que perdemos
 
O sonho de se encontrar no outro
Por não reconhecer em si mesmo
Retornar tudo ao primeiro termo
Desconfiando de um destino tolo
 
Tudo o que vivemos até agora
Foi suficientemente bom e incompleto
O que nos faz crer nessa hora
Que o que todos viam estava correto
 
É natural ter medo do escuro
Quando a luz do sol nos cega
Não conseguir descer do muro
Quando a única escolha é a queda

05:31 - 27/7/2007 - comments {0} - post comment


A Cidade

Posted in Não Especificado
O saudosismo é um coisa que muito embora eu não cultive, às vezes me pega distraído e faz um estrago.
A palavra "Recife" é uma das que tem o maior poder de desencadear em mim um verdadeiro turbilhão de emoções,  imagens, sons, odores e, principalmente, saudades.
Ela quase sempre vem associada por uma série de pequenos filmes que deixam uma saudade sem par.
Até por isso não tenho grandes pretensões de voltar ao Recife. Sei que o "meu" Recife não estará mais lá.
Caraca, foi tudo muito bom, até do que foi ruim sinto saudades.
Chico Science & Nação Zumbi - A Cidade 
O Sol nasce e ilumina as pedras evoluídas,
Que cresceram com a força de pedreiros suicidas.
Cavaleiros circulam vigiando as pessoas,
Não importa se são ruins, nem importa se são boas.
 
E a cidade se apresenta centro das ambições,
Para mendigos ou ricos, e outras armações.
Coletivos, automóveis, motos e metrôs,
Trabalhadores, patrões, policiais, camelôs.
 
A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o debaixo desce.
A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o debaixo desce.
 
A cidade se encontra prostituída,
Por aqueles que a usaram em busca de saída.
Ilusora de pessoas e outros lugares,
A cidade e sua fama vai além dos mares.
 
No meio da esperteza internacional,
A cidade até que não está tão mal.
E a situação sempre mais ou menos,
Sempre uns com mais e outros com menos.
 
A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o debaixo desce.
A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o debaixo desce.
 
Eu vou fazer uma embolada, um samba, um maracatu
Tudo bem envenenado, bom pra mim e bom pra tú.
Pra gente sair da lama e enfrentar os urubus. (haha)
Eu vou fazer uma embolada, um samba, um maracatu
Tudo bem envenenado, bom pra mim e bom pra tú.
Pra gente sair da lama e enfrentar os urubus. (ê)
 
Num dia de Sol, Recife acordou
Com a mesma fedentina do dia anterior.
 
A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o debaixo desce.
A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o debaixo desce.

03:31 - 24/7/2007 - comments {0} - post comment


Soluços, Interrupções e Congêneres III

Posted in Não Especificado

Viajando toda semana fica foda sair desse assunto.

Juntamente com "falta de capacidade operativa real" adicionei no meu fatídico post a expressão  "evidente sucateamente dos aviões da TAM" (ou algo assim, estou com preguiça de olhar!).

Uma vez ouvi que avião NUNCA cai por um motivo só. Tem de ter uma alquimia malígna tramando contra as vidas que estão ali sendo empurradas por turbinas.

A questão é: Junta um Governo INCOMPETENTE e que não gosta e não sabe trabalhar, empresas aéreas (atividade mundialmente deficitária - embora haja expressivo lucro) no Brasil em um processo autofágico e outros motivos que não valem a pena serem especulados e dá no que deu.

Mais ou menos 4 horas de atraso para ir, 4 horas e atraso para voltar e, antes, um vôo cancelado para outra localidade. Meu tradicional cuaral de aerorporto.

Lula escondido, assessores escondidos flagrados, empresas aéreas X aeronautas e aeroviários, controladores X governo, a ANAC sem saber de porra nenhuma, a arrogância militar ainda a frente da Infraero.

Como é que eu entro na porra de um avião?

Aliás, como eu vou sair é a grande pergunta hoje.

Espero que esse seja meu último post sobre essa merda de assunto.

Pelo menos tenho colocado a leitura em dia.

04:09 - 23/7/2007 - comments {0} - post comment


Soluços, Interrupções e Congêneres II

Posted in Não Especificado

Era para ter ido para Congonhas hoje às 5h45 da manhã.

Ia ontem à noite, mas, sabe como é, tinha ensaio.

Capacidade Operativa Real, escrevi abaixo.

Não preciso dizer mais nada.

Tenho de tentar me organizar. Continuo tendo de ir para SP e para CWB.

Por mais fatalista que eu ande não tá fácil.

Lamento que a face mais evidente do desgoverno, da incompetência e da imbecilidade do atual Governo se tenha feito sentir nesse setor.

Aguardo os ministros para dizerem quanto ao sinal da proposperidade do Brasil e "relaxa e goza".

Congonhas não admite erro. Aviões são conduzidos por seres humanos, não há como conceber um aeroporto que não admite erro.

A cabeceira Diadema não possui os mesmos marcos objetivos que tem a cabeceira Jabaquara, dizem os especialistas.

A pista não tem escape.

Não há barreira de proteção.

A reforma foi liberada antes.

Um dia antes um avião de pequeno porte derrapou.

A Torre perguntava aos pilotos durante o dia a condição da pista e ouvia: Está muito escorregadia. Está dando muito trabalho.

Em apenas 10 meses quase 400 vidas em desastres aéreos.

A subversão de qualquer estatística do setor.

E o Lula que dia e hora para o fim do caos aéreo.

Lula, eu espero o dia e hora do fim de seu governo e da ditadura com aspectos de fascismo que se instalou no país.

Meu sincero pesar às famílias enlutadas.

08:58 - 18/7/2007 - comments {0} - post comment


QUE PORRA É ESSA?!

Posted in Não Especificado
Mário Bortolotto é um cara que diz não ter fãs e sim brothers, diz ter muitos desafetos e diz mais uma porrada de coisas.
 
Como se dizer já não fosse problema suficiente, ele faz uma porrada de coisas: Dramaturgo, ator, diretor, produtor, redator, crítico musical (acho que ele não vai gostar dessa), vocalista, compositor, aparentemente guitarrista (nunca ouvi tocando), cenógrafo, iluminador e sei lá mais que coisa ele faz.
 
Certamente falarei dele em outras oportunidades e essa não é a questão.
 
O Mário fez um trabalho que foi veiculado pela TV Cultura e que eu, a exemplo do Sílvio Santos, não vi, mas que está dando uma repercussão absurda porque teve, ao que parece, uma cena de strip e uma menção ao suicídio.
 
A zorra tá armada porque a TV Cultura, espontaneamente pelo que se tem dito, resolveu pedir desculpas aos telespectadores porque veiculou o teleteatro “Billy, a Garota” às 21 horas e não às 23 horas como ser recomendado.
 
Segundo a TV Cultura, as INOVADORAS e TRANSGRESSORAS (expressões minhas)  cenas recomendariam o horário das 23 horas.
 
Podia engatar uma meia dúzia de discursos em relação a imagens de guerra, fome, miséria etc, porém, vou ser pragmático.
 
A GLOBO já faz isso desde o tempo de Dom João Charuto antes e depois do Jornal Nacional, consoante se pode perceber do resultado da rápida pesquisa abaixo colacionada.
 
Então, pergunto: QUE PORRA É ESSA?!
 
STRIP
 
“21/02 - 11:55
Maria Zilda faz strip-tease em Pé na Jaca
 
Maria Zilda vai fazer uma participação em Pé na Jaca que vai agitar ainda mais a nem tão pacata assim cidade de Deus Me Livre. Na novela de Carlos Lombardi, a atriz fará uma cena de strip-tease. De acordo com o Jornal O Globo, de quarta-feira (21) ela vai usar collant dourado, blazer e chapéu.
 
A atriz, também de acordo com O Globo, foi convidada para integrar o elenco de Os Sete Pecados, novela de Walcyr Carrasco, dirigida por Jorge Fernando, que estréia dia 18 de junho, substituindo Pé na Jaca.” (http://ofuxico.uol.com.br/Materias/Noticias/2007/02/43741.htm)
 
“2006
Na pele da personagem Olívia, Ana Paula Arósio fez um Striptease para Silvio (Edson Celulari) em cena de "Páginas da Vida". Na novela, os personagens estavam em lua-de-mel e o strip foi um presente de noite de núpcias.
 
A atriz Taís Araujo, a Ellen da novela "Cobras e Lagartos", ficou completamente nua em uma praia para fazer a cena em que sua personagem tenta conquistar Estevão (Henri Castelli).
 
2005
Juliana Paes bateu recordes de audiência com seu Striptease em "América". Na novela, a personagem Creusa, uma falsa beata para lá de safada, tira a roupa para um rapaz e é surpreendida pela sogra no último capítulo da novela.
 
2001
A minissérie "Presença de Anita" garantiu uma média de 30 pontos de Ibope com os stripteases quase que diárias da atriz Mel Lisboa. Na minissérie, a atriz fazia o papel de uma jovem que se envolve em um jogo de sedução com um homem bem mais velho, José Mayer. Dois anos depois, Mel Lisboa posou para a revista Playboy.” (http://guiadoscuriosos.ig.com.br/index.php?cat_id=54686)
 
SUICÍDIO
 
27/09/2006 - 10h00
"Páginas da Vida": Sandra simula suicídio
Do Canal Zap
 
“Uma novela só de crimes
 
(...)"É excitante", diz Silvio de Abreu, sobre escrever cenas de morte. (...)
(...)
(...) Mas o autor não credita à trama a cena de morte mais marcante da tevê. Para ele, o suicídio de Laurinha Figuerôa (Glória Menezes) em "Rainha da Sucata" é hors-concours. "Foi a primeira cena de suicídio explícito em novela. Laurinha se atira do alto do edifício e leva em sua mão um brinco da heroína Maria do Carmo (Regina Duarte), incriminando-a pela morte".
O fim fatal causado por suicídio, assassinato e acidentes - vale destacar a célebre e muito desejada morte de Raquel (Glória Pires) na última semana de "Mulheres de Areia", quando o carro dela cai de um penhasco - não é o único tipo que fica registrado.(...)” (http://216.239.51.104/search?q=cache:kbULW9i-pzsJ:www.diarioon.com.br/arquivo/3455/lazer/lazer-3798.htm+suicidio+novela&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=6&gl=br)
 
“Diversão
 ‘Senhora do Destino’ foi a novela mais assistida
(...)
No início da história, a protagonista teve sua bebê caçula roubada pela vilã e passou praticamente a trama toda buscando a filha. A antagonista em questão, Nazaré Tedesco, foi vivida por Renata Sorrah, que superou expectativas. Ela roubou crianças, matou pessoas e fez inúmeras outras maldades. Como era de se esperar, teve um fim trágico: cometeu suicídio no último capítulo, exibido em 11 de março de 2005.
 
globo.com - 12/07/2007 - 12:59
'Paraíso Tropical': A falsa Paula confirma o suicídio de Taís; a verdadeira é mantida sedada Divulgação Falsa Paula confirma o suicídio de Taís
 
Depois que volta ao Rio, Olavo, malandro, mantém a verdadeira Paula – que ele ainda não sabe exatamente quem é – na clínica de um amigo seu, totalmente sob efeito de sedativos. É seu trunfo contra Daniel, que ele pretende usar em momento oportuno. E que Bebel não se meta para atrapalhar seus planos! Vivíssima, ela percebe que tem truta na parada. Não engoliu esse papo de irmã gêmea, tanto que vai procurar Jáder pra sondar. Acha que pode haver alguma ligação entre o golpe que ajudou a dar em Paula na Bahia e essa história de agora. Mas nem sonha que Olavo seja o figurão por trás daquela armação. Mas já vai avisando: se descobrir, vai colocar o cara contra a parede. (http://verdesmares.globo.com/v3/canais/noticias.asp?codigo=184934&modulo=414)
 

05:41 - 17/7/2007 - comments {2} - post comment


Soluços, Interrupções e Congêneres

Posted in Não Especificado

Amanhã volto à rotina de aeroporto. Tempo exíguo entre um compromisso e outro e, especialmente amanhã, não pode haver atraso senão ferra tudo.

Para não ter de sair da base hoje - e atrapalhar ensaio com a banda -, tive de espremer compromissos nos próximos três dias.

Nessas longas esperas de aeroporto que tenho enfrentado desde o ano passado tenho pensado em escrever vários textos. Porém, fico só na vontade.

Já pensei em falar do sucateamento evidente das aeronaves da TAM e de como já ví esse filme nas falecidas Transbrasil e VASP, desrespeito com o consumidor, rango podreira, falta de água, ausência de capacidade operativa real dos aeroportos, a absurda incapacidade de gerenciamento de crise por parte das companhias aéreas e, lugar comum no caso, desse governo, do desprepraro e aparente cansaço da tripulação e por aí vai.

Não que eu tenha nada novo para dizer "institucionalmente", mas um relato do que tenho visto e pelas situações, algumas desesperadoramente engraçadas, que tenho passado.

Com o blog imagino que vá ficar mais animado para mandar esses textos e outros.

Contudo, o fato é que esse iniciado blog já vai ficar um tempo sem atualização, na verdade, essa semana apenas, visto que estarei pulando por aí e não estou levando notebook pelo simples fato de não ter um. Até precisava de um, mas, por enquanto, nada feito.

Pode até ser que em hotel tenha tempo de dar uma passada em um business center e atualizar esse bicho, porém, não é certo.

Contudo, isso não é necessariamente uma preocupação, afinal devo ter poucos leitores.

Em 1997 lembro ter desenhado na capa da apostila do 3o ano o nome dessa música e metido um capacete no cabeção que figurava na capa. Gostei do resultado, gostei da música e era propícia para o contexto.

Seguindo aquele conceito de que a história é cíclica num movimento espiral (algo assim, faz tempo!) essa música voltou ao meu cotidiano, com o mesmo "caimento".

Por falar em avião...

Barão Vermelho - Declare Guerra
(Barão Vermelho / Cazuza)
Vivendo num tempo fechado
Correndo atrás de abrigo
Exposto a tanto ataque, você tá perdido
 
Nem parece o mesmo, tá ficando pirado
Onde você encosta dá curto
Você passa, o mundo desaba
 
E pra te danar nada mais dá certo
E pra piorar os falsos amigos chegam
E pra te arrasar quem te governa não presta
 
Declare guerra a quem finge te amar, declare guerra
A vida anda ruim na aldeia
Chega de passar a mão na cabeça de quem te sacaneia
 
Vivendo num tempo fechado
Correndo atrás de abrigo
Exposto a tanto ataque, você tá perdido
 
E pra se ajudar você faz promessas
E pra piorar até o Papa te esquece
E pra te arrasar só o inferno te aceita
 
Declare guerra a quem finge te amar, declare guerra
A vida anda ruim na aldeia
Chega de passar a mão na cabeça de quem te sacaneia

11:04 - 17/7/2007 - comments {0} - post comment


PARA O FINAL DE SEMANA

Posted in Não Especificado

 

Tive a grande sorte de encontrar esse texto que vai copiado abaixo. Digo sorte minha, porque a dona desse texto escreve bem prá cacete. Nisso não há sorte ou azar, apenas talento, sangue e alma.

Dizem que a miséria gosta de companhia e é incrível como a gente começa a se sentir estranhamente aliviado quando detecta pessoas aparentemente em situação igual a nossa.

Veja bem, você não saiu da m..., descobre que uma pessoa está na mesma m... que você e isso simplesmente passa a lhe dar um estranho conforto(?).

E ainda ouço dizer que a solução para os males da humanidades é sermos mais "humanos".

"Wednesday, June 27, 2007

fica tão solitário às vezes que até faz sentido

 

não existe solidão maior
do que você levantar da sua cama
porque tem alguém lá.

não existe solidão maior do que falar
e não ser entendido
e ainda criar mal-estar.

não existe solidão maior do que ficar em silêncio
do que querer ficar em silêncio
e quererem que você diga algo
mesmo que não haja nada a declarar.

então eu fico sozinha comigo
que a mim eu sei suportar." (Clarah Averbuck - http://adioslounge.blogspot.com/)

 

 

07:06 - 13/7/2007 - comments {1} - post comment


REVELL

Posted in Não Especificado

Você já teve um Revell? Carrinho, avião, navio ou coisa equivalente?

Não tive muitos, na verdade, me lembro de um ou dois no máximo. Na época era caro para cacete e meu pai não tinha grana para comprar.

Mesmo assim, daqueles que tive, tinha apenas o dito Revell, nada de pincéis variados e tinta especial. Era só o bicho cinza no qual eu tentava colar os adesivos.

Além do fato de não ter grana para comprar esses bichos - não obstante eu achasse aquilo fenomenal - a verdade é que eu nunca tive a menor habilidade para montá-los.

Ora usava cola em demasia, ora usava pouca cola, tremia e colava o negócio errado, tinha de descolar, aí tinha de tirar a cola velha, os adesivos colavam tortos, ia consertar e os adesivos rasgavam.

Amigo, aquilo virava não uma brincadeira, mas uma briga de foice no escuro. E eu perdia.

É como me sinto hoje com as palavras, com os pensamentos e com os sentimentos a serem postos.

Não levo jeito para isso, em que pese admirar de maneira quase servil quem sabe trabalhar com esses elementos.

Essa admiração irrestrita me tornou viciado em alguns blogs que ao mesmo tempo em que me incentivam tentar escrever, destroem qualquer intenção de assim proceder dada a grandeza dos textos desses caras, alguns que sequer me conhecem.

Superei uma primeira barreira temporariamente. Estou aqui.

Todavia, acho que inicialmente vou usar esse blog apenas para reproduzir coisas que eu seria incapaz de escrever, mas que, no meu íntimo, era tudo o que eu gostaria de ter escrito.

Vou sempre citar as fontes, mas não acredito que tenha de pedir autorização para citação. A coisa deve fluir aqui como flui no mundo real. Copia, cola e cita a fonte.

Preservados os direitos autorais.

 

04:14 - 12/7/2007 - comments {0} - post comment


É o começo?

Posted in Não Especificado

Tal qual as demais coisas da vida, imagino que saiba como isso está começando, mas não tenho a mínima idéia de como isso irá acabar.

Enquanto isso, segue a vida.

03:59 - 11/7/2007 - comments {0} - post comment


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