| Vertigo |
Soluços, Interrupções e Congêneres
Amanhã volto à rotina de aeroporto. Tempo exíguo entre um compromisso e outro e, especialmente amanhã, não pode haver atraso senão ferra tudo. Para não ter de sair da base hoje - e atrapalhar ensaio com a banda -, tive de espremer compromissos nos próximos três dias. Nessas longas esperas de aeroporto que tenho enfrentado desde o ano passado tenho pensado em escrever vários textos. Porém, fico só na vontade. Já pensei em falar do sucateamento evidente das aeronaves da TAM e de como já ví esse filme nas falecidas Transbrasil e VASP, desrespeito com o consumidor, rango podreira, falta de água, ausência de capacidade operativa real dos aeroportos, a absurda incapacidade de gerenciamento de crise por parte das companhias aéreas e, lugar comum no caso, desse governo, do desprepraro e aparente cansaço da tripulação e por aí vai. Não que eu tenha nada novo para dizer "institucionalmente", mas um relato do que tenho visto e pelas situações, algumas desesperadoramente engraçadas, que tenho passado. Com o blog imagino que vá ficar mais animado para mandar esses textos e outros. Contudo, o fato é que esse iniciado blog já vai ficar um tempo sem atualização, na verdade, essa semana apenas, visto que estarei pulando por aí e não estou levando notebook pelo simples fato de não ter um. Até precisava de um, mas, por enquanto, nada feito. Pode até ser que em hotel tenha tempo de dar uma passada em um business center e atualizar esse bicho, porém, não é certo. Contudo, isso não é necessariamente uma preocupação, afinal devo ter poucos leitores. Em 1997 lembro ter desenhado na capa da apostila do 3o ano o nome dessa música e metido um capacete no cabeção que figurava na capa. Gostei do resultado, gostei da música e era propícia para o contexto. Seguindo aquele conceito de que a história é cíclica num movimento espiral (algo assim, faz tempo!) essa música voltou ao meu cotidiano, com o mesmo "caimento". Por falar em avião... Barão Vermelho - Declare Guerra
(Barão Vermelho / Cazuza)
Vivendo num tempo fechado
Correndo atrás de abrigo
Exposto a tanto ataque, você tá perdido
Nem parece o mesmo, tá ficando pirado
Onde você encosta dá curto
Você passa, o mundo desaba
E pra te danar nada mais dá certo
E pra piorar os falsos amigos chegam
E pra te arrasar quem te governa não presta
Declare guerra a quem finge te amar, declare guerra
A vida anda ruim na aldeia
Chega de passar a mão na cabeça de quem te sacaneia
Vivendo num tempo fechado
Correndo atrás de abrigo
Exposto a tanto ataque, você tá perdido
E pra se ajudar você faz promessas
E pra piorar até o Papa te esquece
E pra te arrasar só o inferno te aceita
Declare guerra a quem finge te amar, declare guerra
A vida anda ruim na aldeia
Chega de passar a mão na cabeça de quem te sacaneia
11:04 - 17/7/2007 - post comment
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