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SÓ SOMENTE SÓ

Posted in Não Especificado

Não sei se vi isso em uma entrevista ou li isso num livro dele, mas o Amyr Klink disse – algo como isso – que o momento em que ele está mais perto de quem realmente ama é quando está em alto mar, absolutamente “sozinho”. É quando seus filhos, sua esposa e seus amigos não saem um minuto de sua cabeça, a ponto dele os sentir mais vividamente do que quando está fisicamente perto deles. Você está lendo um livro, vendo um filme, escrevendo ou simplesmente olhando para o teto. Você está só? Por outro lado, você está em casa, sua mulher falando pelos cotovelos, seus filhos pulando em cima de você e buscando atenção, seu vizinho te gritando pelo muro, você está realmente acompanhado? O fato de você estar numa mesa de bar, rodeado de conhecidos, desconhecidos, risos, ranger de dentes e tal...você tá lá mesmo meu chapa? Acho que solidão só existe de fato para quem não consegue viver consigo mesmo. Os demais têm momentos agudos de privacidade – longos ou breves – e nunca estão sós, nem sequer quando estão acompanhados.

11:16 - 6/8/2008 - comments {0} - post comment


There's A Party

Posted in Não Especificado

 

Phones are ringing all around
But not here in my house
I can hear what people say
I know theyre goin out
Theres a party
In the World at night
Theres a party
And they feel so fine
Theres a party
And theres no one by my side


I dont think they care bout me
When theyre havin fun
I sit and eat and watch TV
The night has just begun
Theres a party
In the World at night
Theres a party
And they feel so fine
Theres a party
And theres no one by my side


A man comes on the silver screen
He seens to know that I have no one else to talk to
To talk to (Hebert Vianna)

10:46 - 5/8/2008 - comments {0} - post comment


CÍRCULO

Posted in Não Especificado

Às vezes, não raras as vezes,

Pergunto-me de onde vem o desespero.

Por que a imprescindibilidade do saber,

Se o corpo se conforta com a ignorância?

 

Por que a mente não se aquieta no corpo frio

Para que o espírito possa repousar em paz

E, assim, fazer serenar definitivamente a alma

Quando, pela mesma forma, ela possa parar de consumir esse corpo?

 

Circulum in redundandum,

cachorro correndo atrás do rabo,

loucura para os incrédulos,

medo do escuro.

 

Como se encerra o que não se sabe como começa?

11:50 - 4/8/2008 - comments {0} - post comment


AMIGOS E PRESENTES

Posted in Não Especificado

Marião no melhor de seu humor (com o grande Kim zelando por ele)

Sábio Pierre

Não sou nordestino por um acaso. Mas, o sangue que corre nessas veias “meia-boca” é nordestino e não nega.

Aliás, não só não nega como tem muito orgulho disso.

Nordestino, em regra, tem duas características bem conhecidas: São extremamente receptivos e gostam de presentear.

Reputo a isso meu prazer em presentear as pessoas.

Porém, receber algum regalo é sempre um drama para mim, quase constrangedor.

E se isso vem de um amigo distante, se torna ainda mais embaraçoso.

Na sua passagem por Brasília o Marião (Bortolloto) garantiu duas noites de ingresso free prá esse vagabundo aqui assistir O NATIMORTO.

Na minha última noite com o amigo Pierre lá em Sampa, mais uma dessas.

Fazia uma cara que a gente não se falava pessoalmente e ele foi prá Praça porque sabia que eu iria estar por lá.

Como se isso, de per si, já não fosse uma puta deferência, o sacana ainda me presenteou com o excelente FUP, de Jim Dodge.

Sábio Pierre, grande brother, não pude deixar de lembrar de você e de toda essa brodagem de Sampa quando li:

“(...) Leva tempo até que os sentimentos reais ganhem a confiança que os conserva consistentes...”.

Obrigado Rapaziada!

(PS. Todas as fotos foram tarradas do Obturador do Pierre).

02:28 - 1/8/2008 - comments {1} - post comment


VIRTUDES E FRAQUEZAS

Posted in Não Especificado

 

A cabeça não anda muito boa e a memória pior ainda.

Alguém disse que nossas maiores virtudes são, por vezes, nossas maiores fraquezas. Ou algo do gênero.

Acho que isso vale tanto no campo filosófico e psicológico, quanto no campo fisiológico.

Todos nós temos uma bomba-relógio montada dentro de nós.

Algumas jamais chegam a disparar por vários motivos.

Outras disparam e ponto-final.

Porém, por vezes, ela fica ali, parada, apenas fazendo tic-tac alto o suficiente para você ouvir. Se vai explodir você não sabe. Tão te dizendo que, ao que parece, não.

Mas fica o raio do tic-tac o tempo todo apurrinhando os ouvidos.

E a gente vai tentando segurar os ponteiros.

11:07 - 28/7/2008 - comments {0} - post comment


OLIMPÍADAS, TAEKWONDO E TECNOLOGIA

Posted in Não Especificado

Parece uma idéia bem simples.

Na verdade parece uma adaptação do que já existia.

O grande problema de protetor de peito-de-pé que existia em competição é que ele tirava a eficiência do chute para fins de contagem de ponto. Se bem que, conforme bem lembrado por um amigo, nos tempos de D. João Charuto, acho que não era permitido o uso de protetor de peito-de-pé em competição...Mas, enfim.

Considerando que o conceito de pontuação é relativamente subjetivo, quanto maior fosse o barulho do impacto (dentre outros), maior era a chance do atleta ter um ponto contabilizado para si.

Segundo o site da nike, além de proteger as articulações (função já atendida pelos protetores), essa bota promete não só não prejudicar o impacto, mas sim aumentar o volume do som do impacto, deixando o chute, o contato, assim, mais eficiente.

Se isso é bom ou ruim para o esporte eu não sei com certeza.

Talvez privilegie os atletas de técnica inferior.

Em princípio, qualquer chute meia-boca, nesse momento de novidade, poderá ser contabilizado como ponto, igualando golpes tecnicamente desiguais.

Porém...como resistir às inovações tecnológicas? E ao marketing? E à Nike, Adidas etc?

No quesito preservação ao atleta...sempre é válido.

O nome do bicho é TKV BOOT, desenvolvido pela Da. Nike.

 

 

10:52 - 28/7/2008 - comments {0} - post comment


Respostas

Posted in Não Especificado

Hoje você me beijou doce e ingenuamente.

Acreditando que ali está o sopro da vida.

Passou a mão delicadamente sobre um corpo frio.

Como se ela fosse capaz de trazer o calor perdido.

 

Seu olhar buscou um milagre.

Há sempre um milagre nos gestos doces.

O milagre que você não viu ali.

Eu vi dentro de mim, onde você jamais poderá enxergar.

10:21 - 24/7/2008 - comments {0} - post comment


MEIO TORTO

Posted in Não Especificado

 

Não me pergunte como. Não há motivo para tal.

Foi uma atividade, sob certo aspecto, absolutamente tranqüila.

Passeio no parque.

Não tem explicação, mas o fato é que estou "meio torto".

A panturrilha direita bichou e a boa e velha coluna está com problemas.

Não sei como machuquei a panturrilha. Não sei o que ela tem.

Acho que vou ter de ir ao médico.

Dói muito. Prá cacete.

Só a idade explica uma droga dessas.

Em breve, com melhor humor, menos serviço e quem sabe um diagnóstico trarei informações inúteis sobre o Jalapão.

Na idade que estou acho que precisava de uma roupa dessas aí em cima, né não velho Frank?!

Ai.

03:15 - 22/7/2008 - comments {0} - post comment


DESERTO?

Posted in Não Especificado

Engraçado, mas tô animadão para escrever no Blog.

É porque estou com a sensação de que estou escrevendo por mim e não para ser lido. Faz sentido?

Bom, mas o fato é que de 18 a 21 o Blog estará às moscas porque estarei na minha já tradicional "viajem roubada" do ano.

Amanhã de manhã parto para tentar fazer alguma "trilha" no Deserto do Jalapão.

Depois de me pendurar num monte de pedra durante anos, convenci a rapaziada que vamos ficar mais próximo do nível do mar o possível.

A lista foi longa de sofrimento: Serra da Canastra, Serra do Cipó, Serra do Caraça, Agulhas Negras e Prateleiras, Pico da Bandeira 3 vezes em situações distintas (tá bom, esse não pendura!) e o inferno da travessia Itaguaré-Marins onde quase que me dou tão bem quanto o Padre dos Balões.

Porém, agora, enfim, nada mais de pendurar, balançar, procurar o raio dos "3 apoios", nada de varanda, nada de negativo, nada de escalaminhada.

A coisa tá saindo meio na galega e estou um pouco preocupado. Mas, estamos levando GPS, Note e ainda temos os Track Points anotados.

Acho que vai dar tudo certo. O bom é que estamos indo em veículos SEM tração nas 4...estamos levando pás...espero.

Pelo que já pude ver na internet, se a gente falar para algum africano que nosso deserto tem cachoeira e mata ele vai dar um tiro na gente se não morrer de rir antes.

3a. feira volto para falar do que ficou para trás.

01:59 - 17/7/2008 - comments {2} - post comment


COVER OVER VERO

Posted in Não Especificado

Sou fissurado em The Police, gosto mesmo. Escuto e escutei durante muito tempo.

Muitos anos atrás participava de uma banda cover do The Police e olhando gravações antigas, pouquíssimas é verdade, digo com orgulho que a gente mandava muito bem.

Putz, não tinha a moleza de hoje. Partituras, tablaturas, youtube etc. No meu caso, era tudo no K-7, qualidade nem sempre aquela beleza.

Como não sou gênio e muito menos virtuose, na verdade tenho um ouvido realmente muito limitado, gastava horas a fio procurando a nota, a sonoridade correta, verificando e discutindo se tava realmente "igual".

E ensaiávamos à exaustão. Cacete, como a gente ensaiava.

Pois é, fui ao show do The Police.

Puta emoção (inclusive pelo prejú financeiro), coisa que jamais pensei que conseguiria assistir depois de tantos anos dos caras parados, brigas e tal.

Só que eu demorei para aproveitar o show e, em determinado instante, comecei a ficar irritado porque os caras "tavam tocando errado".

Não sou perfeccionista, digamos que sou apenas analítico, mas aquilo começou a me irritar profundamente.

Se fosse o show de uma banda cover tinha chutado o baixista, o vocalista e o guitarrista. Ficaria na dúvida se chutaria o baterista, mas, acho que não.

Comecei a pensar: Cara, a música é dos caras e eles fazem o que quiserem com ela.

Com isso, consegui chegar ao final do show e realmente me divertir, muito embora, aqui e acolá meu ouvido e meu cérebro tentassem um revolução.

Enfim: Preciso aprender a me divertir.

12:28 - 16/7/2008 - comments {2} - post comment


DOR

Posted in Não Especificado

Dor é um negócio engraçado.

Ela existe para avisar que as coisas não andam bem.

Nem toda dor é prenúncio de uma morte ou de uma incapacitação.

Mas, invariavelmente, é anúncio de dias ruins.

Algumas dores são quase perenes. E você aprende a conviver com ela.

Você negocia com a dor.

Aquilo que era insuportável décadas atrás agora é suportável.

Mas ela era um anúncio. Ou seja, você aprende a não ouvir mais os anúncios.

Ela reage e se mostra mais preocupada com você.

Agora, você administra.

Se você administrar significa que você venceu.

Mas...e o anúncio?

08:30 - 14/7/2008 - comments {1} - post comment


Diálogos

Posted in Não Especificado

 

Roberto: Andrezão?!

André: Fala Robertão.

Roberto: Cara, sou fissurado na Dementieva.

André: Ela é maravilhosa mesmo.

Roberto: Por ela eu faria até o seguinte: Passo o dia inteiro abraçado com a sogra só prá ter ela à noite se ela casar comigo.

André: Putz.

Roberto: Vale a pena Andrezão, pode crer, vale a pena.

02:44 - 11/7/2008 - comments {0} - post comment


É isso.

Posted in Não Especificado

o que você faz
depois do fim da festa
quando nada mais lhe resta
ninguém mais presta atenção

que que você faz
depois do fim da festa
a febre se manifesta
e o corpo implora proteção

que que você faz
quando um bar parece um barco
e a cidade um oceano

que que você faz
se nenhuma escolha parece certa
e toda descoberta é um plano

você é o que faz
se você faz o que quer à noite
(Barão Vermelho - O que você faz)

10:23 - 9/7/2008 - comments {1} - post comment


COERÊNCIA

Posted in Não Especificado

O fato de você não querer conviver com uma pessoa não significa, necessariamente, que você não lhe queira bem.

Talvez pessoa alguma consiga passar por essa vida tendo sido 100% coerente, sem nunca pisar na bola ou ser pega no contrapé. Ainda que ninguém note ou saiba, ela própria vai saber quando isso ocorreu.

Porém, é impossível conseguir conviver com uma pessoa incoerente.

É possível conviver numa boa com um reconhecido FDP, assim como é possível conviver com um "anjo", desde que o FDP e o "anjo" se reconheçam e ajam como tal.

Nisso eu tento ser coerente comigo mesmo, por mais que o FDP queira fazer crer a quem quiser acreditar que eu não sou coerente e que ele é um "anjo".

Meu caro, me enquadre como quiser, mas me deixe ser coerente!

Nunca serei seu amigo. E isso, de fato, é culpa minha.

 

07:27 - 8/7/2008 - comments {1} - post comment


Lei Seca - Folha de São Paulo

Posted in Não Especificado

Não é um texto brilhante, mas é um bom texto que toca em aspectos importantes que têm sido absolutamente ignorados.

 

JANIO DE FREITAS

A lei bêbeda


Isso que chamam de "lei seca" é seca de inteligência, de fidelidade à Constituição e de respeito aos cidadãos

A TV, OS JORNAIS e as rádios estão induzindo a opinião pública a enganos em série, a propósito da lei ilegalmente bêbeda e dos efeitos desatinados que já provocou em sua primeira semana. Como aperitivo: se as polícias não dispõem de detectores de álcool capazes de captar a dosagem que a lei passa a proibir nos motoristas, as tantas centenas de presos e os milhares de incomodados em blitz não o foram em razão da nova lei, mas da antiga. E, outra vez, não por causa da nova lei, mas só por haver, a pretexto da inovação, a fiscalização que nunca houve.
Os números de vítimas fatais do trânsito repassados à opinião pública, fator de apoio à lei bêbeda, são inverdadeiros. Tanto os modestos 35 mil como os 50 mil mais citados, e qualquer outro montante, fariam referência, na melhor hipótese, a mortos no lugar do acidente. Dos 400 ou 500 mil feridos, ou quantos sejam, não é conhecido o número dos que vêm a morrer, por decorrências do acidente, apesar de algum socorro. Nem mesmo o número dos mortos em hospitalização com o registro de acidente de trânsito incorpora-se, como deveria, ao chamados mortos do trânsito.
Muito simples: o Brasil não sabe quantas são as vítimas do trânsito. Os números citados são bastantes para apoiar providências contra tantos acidentes, mas insuficientes para justificar a imprecisão divulgada.
A queda nacional de 25% na venda de bebidas em bares e restaurantes, no fim de semana, não é para ser acreditada. Divulgado em TV e rádio já na terça-feira, o índice teria sido apurado em um só dia, a segunda-feira, em âmbito nacional, pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes. Convenhamos que seria um exagero de organização para os nossos bravos "pés-sujos" e pés-limpíssimos.
Mais grave é a impressão difundida de que todos devem se sujeitar ao propalado rigor da nova lei. Muito ao contrário. Isso que estão chamando de "lei seca" é seca de inteligência, de fidelidade à Constituição e de respeito aos cidadãos. A partir deste último despropósito, pode alguém ficar detido por meia hora, uma hora, apesar dos seus compromissos e da correta condição legal, até que desapareça do hálito o mínimo sinal de que ingeriu algum álcool -em xarope contra tosse, em higiene bucal, em um peixe ao vinho branco? Já se soube de alguém -uma criança que seja- com perda de percepção e controle motor por ingerir um ou dois bombons licorados? É possível acreditar que um chope ou uma taça de vinho na refeição seja causa de acidente?
Diante de admissões assim idiotizadas pela nova lei, mas ampliadas pelos meios de comunicação, a muitos têm ocorrido essa constatação definitiva sobre o produto gerado no Congresso: pode-se ser até preso por beber uma taça de vinho ou uma latinha de cerveja no jantar fora, mas a mesma lei não promete aborrecimento a quem dirigir, sem se meter em acidente, depois de consumir cocaína, ecstasy, crack e outros entorpecentes.
A opinião pública não está sendo educada, está submetida a intimidação (o processo considerado educativo nas ditaduras). Nas centenas de pessoas presas a pretexto da nova lei, a regra para a maioria foi, por certo, a submissão a abuso de autoridade. Os relatos policiais não se referem àquelas centenas como causadores de acidentes por uso de álcool. Foram presos por ter ingerido álcool. Vários juristas (na Folha, por exemplo, o professor Luiz Flávio Gomes) e mesmo chefes policiais, como o delegado Tabajara Novazzi, apontam implicações da nova lei contrárias à Constituição, como a produção de provas contra si ou, se recusada, a prisão e outras penalidades. São vozes, porém, que mal chegam como sussurros à opinião pública, subestimadas pelos meios de comunicação em favor da lei bêbeda.
É pouco conhecida, também, a realidade que leva à aprovação de monstrengos no Congresso: está mais do que provado que a grande maioria vota sem sequer saber no que está votando, apenas obediente à direção do líder de bancada, a um pedido de colega ou, como merece ser dito, de araque mesmo. São votações bêbedas de leviandade.

02:36 - 3/7/2008 - comments {2} - post comment


PIEGAS, COMOVENTE OU SENTIMENTAL ou ILEGAL, IMORAL OU ENGORDA

Posted in Não Especificado

O que me fez parar de escrever aqui não é, definitivamente, o que me faz retornar.

Descobri que sou irremediavelmente piegas.

Textos de amigos que julgo bons prá cacete são excelentes porque são comoventes e despertam uma espécie de sentimento honesto qualquer.

Não obstante a relevância deles, são indiscritivelmente despretensiosos. Algo como quem é rico de berço, dizem, são caras tranquilos, diferentemente dos denominados "novos ricos", emergentes e congêneres.

Eles não têm o odioso vício de utilizar "não obstante" (vide acima ou vá de retro, como preferir), "em que pese" e sei lá mais o que se possa inventar para tornar um texto gênero e espécie de um discurso de Rui Barbosa. 

Enfim, a quem interessar possa, estou voltando e, sem falsa modéstia, com muito pouco a acrescentar e sem saber ao certo o que ando fazendo por aqui.

Prometo tentar segurar o pieguismo e falar da vida sem me assustar tanto com isso.

Se uma música resume a questão fóbica da minha presença em blogs, Roberto e Eramos dão a receita.

Abraços aos meus bons amigos que conspirarm para minha volta.

Vivo condenado a fazer o que não quero
Então bem comportado às vezes eu me desespero
Se faço alguma coisa sempre alguém vem me dizer
Que isso ao aquilo não se deve fazer
Restam meus botões...
Já não sei mais o que é certo
E como vou saber
O que eu devo fazer
Que culpa tenho eu
Me diga amigo meu
Será que tudo o que eu gosto
É imoral, é ilegal ou engorda
Há muito me perdi entre mil filosofias
Virei homem calado e até desconfiado
Procuro andar direito e ter os pés no chão
Mas certas coisas sempre me chamam atenção
Cá com meus botões...
Bolas eu não sou de ferro
Paro pra pensar
Mas eu não posso mudar
Que culpa tenho eu
Me diga amigo meu
Será que tudo que eu gosto
é imoral, é ilegal ou engorda
Se eu conheço alguém num encontro casual
E tudo anda bem, num bate papo informal
Uma noite quente sugere desfrutar
Do meu terraço, a vista de frente para o mar
A noite é uma criança
Delícias no café da manhã
Então o que fazer
Já não quero mais saber
Se como alguma coisa
Que não devo comer
Será que tudo que eu gosto
É imoral, é ilegal ou engorda
Será que tudo que eu gosto
É imoral, é ilegal ou engorda
Será que tudo que eu gosto

 

06:52 - 1/7/2008 - comments {2} - post comment


Sintonia

Posted in Não Especificado

De uns tempos para cá tenho tentado entender a amizade.

Ou melhor, tenho tentado entender qual sempre foi o meu conceito de amizade.

Amizades repletas de cumplicidade, experiências, longa quilometragem, que julguei que jamais se perderia simplesmente desapereceram, sem aviso.

Na real posso nominar os amigos que realmente tive na vida, segundo aquele meu velho conceito de amizade.

Nesse conceito, de bate-pronto, respondo que uma mão é mais que suficiente para enumerar esses amigos.

Hoje, nessa mão, tem apenas um dedo levantado dentro daquele velho conceito.

Dia desses passei por um problema pesado, mais pesado do que pensei que pudesse suportar.

Olhei prá cacete para essa mão e ela simplesmente se fechou.

Na verdade sempre tive amigos pelo meu prazer de ouvir, mas minha fobia absoluta em querer me preservar raríssimas vezes me deixou falar o que realmente eu precisava.

Apenas com um dos dedos dessa mão eu acabei indo mais longe. O texto dos 18 anos corridos foi prá ele, no caso, ela.

Hoje eu não tenho mais um conceito claro sobre a amizade, aliás, a idade tem servido muito mais para me confundir do que para desanuviar. Como eu gostava das certezas dogmáticas da pouca idade... Era tão confortável.

Lembro como uma fotografia da cena do Pierre falando algo sobre "sintonia" e isso demoliu de vez meu conceito sobre amizade da primeira vez que estive e conheci o "universo cemitério".

Hoje prezo como amigos queridos pessoas que pouco conheço, quase nunca vejo, mas que escrevem coisas que falam profundamente ao meu coração e abalam minha alma.

Mario Bortolotto, Pierre Masato e Douglas Kim (o sumido Mestre Kim, que espero que esteja legal). 

Esse caras ainda me oportunizaram conhecer pessoas do melhor naipe e que me dão um tranco com seus textos, Marcelo Montenegro, Sérgio Mello, Jorge Cardoso, Reinaldo Moraes, a incrível Clarah Averbuck (tô apaixonado pelos textos dela).

Uma dessas pessoas do "universo Cemitério" se foi no início do ano e eu me vi demolido, arrasado e envergonhado perante todos por estar sofrendo tanto por uma pessoa que, sinceramente, nem sei se ligaria meu nome à minha pessoa.

Kim me mandou um email fundamental (como são seus textos, sempre) e me fez uma vez mais entender a "sintonia".

Sei lá, descobri um novo conceito de amizade que tenho intitulado de "sintonia" na melhor definição Pierriana e isso tem me bastado sobremaneira

E para arrematar, estou escrevendo sobre mim em um blog.

Não estou mais preocupado em entender alguma coisa.

Sinceramente, não estou.

 

10:36 - 15/8/2007 - comments {5} - post comment


Plebe

Posted in Não Especificado
Eu não tenho dúvida alguma de que, das bandas de Brasília que despontaram na época do BRock, a banda mais Brasiliense, quer no estilo de tocar, quer na temática, quer na postura, foi a Plebe.
Todo mundo falava de Brasília, fazia odes a Brasília, esculachava com Brasília, mas a única que realmente falava como brasiliense era a Plebe.
Todos conheciam Brasília (...Brasília é uma ilha falo do que sei...dizia o Paralamas, ...de toda a plataforma, você não vê a torre...gemia o Capital, ...meu deus mas que cidade linda...encerrava a Legião), mas só a Plebe realmente transmitia Brasília, era como se falasse com seu próprio umbigo.
Quem era de Brasília na década de 70 e 80 sabe exatamente dos que os caras estão falando. É melhor que qualquer foto ou filme.
BRASÍLIA - PLEBE RUDE
Capital      da     esperança
 (Brasília tem luz, Brasília tem carros)
Asas e eixos do Brasil
     (Brasília tem mortes, tem até baratas)
Longe do mar,           da poluição
(Brasília tem prédios, Brasília tem máquinas)
mas um fim que ninguém previu
            (Árvores nos eixos a polícia montada)
 (Brasília), Brasília
 
Brasília tem centros comerciais
Muitos porteiros e pessoas normais
(Muitos porteiros e pessoas normais)
As luzes iluminam os carros só passam
A morte traz vida e as baratas se arrastam
   (Utopia                  na mente de alguns...)
Os prédios se habitam as máquinas param
As árvores enfeitam e a polícia controla
   (Utopia                     na mente de alguns...)
Oh.. O concreto já rachou!
Brasília....
 
Brasília tem luz, Brasília tem carros
(Carros pretos nos    colégios)
Brasília tem mortes, tem até baratas
(em tráfego linear)
Brasília tem prédios, Brasília tem máquinas
(Servidores                Públicos ali)
Árvores nos eixos a polícia montada
(polindo chapas oficiais)
Brasília, (Brasília)
 
Brasília tem centros comerciais
Muitos porteiros e pessoas normais
(Muitos porteiros e pessoas normais)
As luzes iluminam os carros só passam
A morte traz vida e as baratas se arrastam
   (Utopia                  na mente de alguns...)
Os prédios se habitam as máquinas param
As árvores enfeitam e a polícia controla
    (Utopia                     na mente de alguns...)
Oh... O concreto já rachou! rachou! rachou! rachou!
Rachou!   O concreto já rachou!
Brasília....
 
Brasília.... Brasilia!
As luzes iluminam os carros só passam
A morte traz vida e as baratas se arrastam
   (Utopia                  na mente de alguns...)
Os prédios se habitam as máquinas param
As árvores enfeitam e a polícia controla
    (Utopia                     na mente de alguns...)
 
Os comércios só vendem
e os porteiros só olham
E essas pessoas elas não fazem nada
mas essas pessoas elas não fazem nada
Nada! (Brasília...) Nada! (Brasília...)
Nada! (Brasília...) Nada! (Brasília...)

04:05 - 13/8/2007 - comments {6} - post comment


Semaninha

Posted in Não Especificado

Essa semana foi de ferrar o barraco.

Pior de tudo é que consegui ser produtivo sem saco algum para trabalhar.

Tô ouvindo um clássico que já se tornou prá lá de popular, mas, se a gente tenta ouvir com um ouvido mais crítico, vê como o bicho é pauleira.

O CD é o Time Out do The Dave Brubeck Quartet.

Isso só reforça meu sentimento de que sofisticação extrema é fazer o simples.

Cacete, como o que é simples é sofisticado.

Como o que é simples é foda de difícil.

Tá bom, você sempre soube disso.

Eu não.

Foda.

03:51 - 10/8/2007 - comments {3} - post comment


18 anos corridos

Posted in Não Especificado

Já faz muito tempo que navego entre a tristeza e a arrogância de não precisar.

Já faz muito tempo que penso que me convenci que você não faz falta.

Já faz muito tempo que me convenço que é assim mesmo.

Já faz muito tempo que notei que já fiz isso com quem não merecia.

Já faz muito tempo que resolvi que não ia sofrer.

Já faz muito tempo que não devia pensar mais em você, de jeito algum.

Já faz muito tempo que você falou comigo pela última vez.

Já faz muito tempo que entendi que uma amizade não resiste a uma nova vida.

Já faz muito tempo que descobri que antônimo de amor não é ódio, mas indiferença.

Faz apenas 24 horas que vi que tudo acabou.

11:52 - 6/8/2007 - comments {0} - post comment


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